A campanha “Não coloque sua saúde em jogo” do Seconci Goiás reforça um alerta oportuno: o impacto do vício em jogos e apostas na saúde mental e financeira dos trabalhadores da indústria da construção. Ao longo do mês de janeiro, a iniciativa promove palestras, material educativo e orientações abrangentes sobre a ludopatia e seus desdobramentos na vida profissional e pessoal.

A ludopatia, reconhecida como doença pela Organização Mundial da Saúde (OMS) desde 2018, ainda é frequentemente subestimada. Segundo a Coordenadora de Saúde do Seconci Goiás, Dra. Patrícia Montalvo, o transtorno caracteriza-se pela incapacidade de controlar o impulso de apostar, mesmo diante de perdas financeiras significativas, conflitos familiares e prejuízos no trabalho.

O objetivo é ampliar o debate sobre a ludopatia – um transtorno que, embora pouco compreendido, acarreta profundas consequências nas esferas pessoal, profissional e social. Para tanto, o Seconci Goiás realizará palestras educativas e divulgará conteúdos informativos em suas redes sociais, oferecendo dicas, orientações e esclarecimentos acerca dos riscos do envolvimento excessivo com apostas. É preciso conscientizar, prevenir e incentivar a busca por ajuda, desmistificando um problema que, muitas vezes, é erroneamente confundido com mero entretenimento.

Dra. Patrícia Montalvo aprofunda a explicação: “A ludopatia é uma condição médica séria e ainda subestimada, visto que muitas pessoas a associam apenas ao lazer. Quem sofre com esse transtorno não consegue parar de apostar, mesmo diante de prejuízos financeiros, problemas pessoais e profissionais. Do ponto de vista clínico, o vício em jogos manifesta-se de forma semelhante às dependências químicas, pois o estímulo não reside em uma substância, mas na emoção provocada pela aposta. Essa emoção ativa o sistema de recompensa do cérebro, liberando dopamina e gerando uma sensação momentânea de prazer que leva, gradualmente, à necessidade de apostar valores cada vez maiores para obter o mesmo efeito. Essa ‘fissura’ pode ser tão intensa quanto a experimentada por dependentes de álcool ou outras drogas, o que reforça a importância de reconhecer os sinais e buscar apoio profissional.”

No ambiente de trabalho, a ludopatia gera reflexos significativos. Endividamento, ansiedade, dificuldade de concentração, queda de produtividade e aumento do estresse comprometem não apenas o desempenho profissional, mas também a segurança e o bem-estar coletivo. Nesse contexto, a campanha enfatiza que o cuidado com a saúde mental e financeira representa uma importante forma de proteção e prevenção.

Para a psicóloga clínica e organizacional Thelma Pereira, o Janeiro Branco é um convite à reflexão e à reorganização da vida emocional: “A campanha Janeiro Branco do Seconci nos convida a olhar para dentro de nós e a reconhecer nossos limites e nossas necessidades emocionais. Em 2026, convidamos a indústria da construção a refletir, repensar e ressignificar o ano de 2025 que findou, reorganizando 2026 com mais saúde, consciência, paz e equilíbrio, incluindo finanças saudáveis. Assim, contribuímos para a construção de dias melhores ao longo de todo o ano. Saúde mental não é luxo! É a base para viver melhor”, afirma.

O Seconci Goiás reafirma seu compromisso com a promoção da saúde e destaca que informação, diálogo e orientação são pilares fundamentais no enfrentamento da ludopatia. A campanha reforça que buscar ajuda não é sinal de fraqueza, mas de responsabilidade consigo mesmo e com a própria qualidade de vida. Informação, acolhimento e tratamento adequado são caminhos essenciais para superar o vício e retomar o equilíbrio emocional, financeiro e social.

 

Onde buscar ajuda e atendimento psicológico em Goiânia

Em Goiânia, existem serviços públicos e instituições que oferecem atendimento psicológico gratuito ou a baixo custo.

Uma das alternativas é o Grupo JA, que realiza acolhimento e orientação para pessoas que enfrentam dependência em jogos e apostas. Contato: (21) 99472-1933.

O Sistema Único de Saúde (SUS) também disponibiliza atendimento especializado em saúde mental por meio dos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), que realizam acompanhamento psicológico, psiquiátrico e apoio terapêutico contínuo, inclusive para casos de dependência comportamental.

Unidades CAPS:

  • Caps Ad/Casa: (62) 3524-1739
  • Caps Água Viva: (62) 3524-1660
  • Caps Beija-Flor: (62) 3524-1646
  • Caps Esperança: (62) 3597-2214

Outra opção são as Clínicas-Escola de Psicologia, que oferecem atendimento psicológico supervisionado, com valores acessíveis ou gratuitos:

  • Clínica Escola PUC: (62) 3946-1198
  • Clínica Escola UFG: (62) 3209-6298
  • Clínica Escola UniAlfa: (62) 3272-5089
  • Centro de Psicologia UNIP: (62) 3239-4017
  • Núcleo de Psicologia Universo: (62) 3238-3719

Cuidar de você é nosso dever!

Ligue para (62) 3250-7500