Novidade

24/09/2015
Mexer com Sesi e Senai prejudica trabalhador

Em sua sanha arrecadadora, o governo federal demonstra claramente não ter limites nem criatividade para ajustar as contas públicas. Depois de propor, recuar e retomar a tentativa de recriar a CPMF, mentores do Palácio do Planalto miram recursos do Sistema S (Senai, Sesi, Senac, Sesc, Sebrae, entre outros), experiência que nasceu na costela da iniciativa privada ainda na Era Vargas e que vem dando exemplo ao País nos campos da formação de mão de obra, educação, saúde, lazer e cultura.

A exemplo do que ocorreu diante do anúncio da CPMF, forte reação popular contra ameaças ao Sistema S surgiu em todo o País, sobretudo nas redes sociais, mobilizando a sociedade para defender iniciativas que deram certo e contribuem com o desenvolvimento socioeconômico. Milhares de trabalhadores e seus familiares serão os mais prejudicados caso seja aprovada no Congresso qualquer medida redirecionando a contribuição das empresas. Imagine, por analogia, caro leitor, um corte brutal da ordem de 30% em seu orçamento!

Cálculos iniciais feitos pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), que coordena o Sesi e o Senai, contemplam a redução de 30% anunciada pelo governo na transferência dos valores referentes à contribuição compulsória, que está na Constituição federal, e parte dos valores previstos como incentivo na Lei do Bem. Somando as duas medidas, a redução no orçamento pode chegar a 52%.

A intenção do governo precisa ser rechaçada, pois ameaça o sistema de educação profissional que já formou mais de 65 milhões de trabalhadores no País em mais de seis décadas de atuação. O Senai é hoje o melhor complexo de educação profissional do mundo. Em 2015, foi o grande vencedor da WorldSkills, a olimpíada mundial de profissões técnicas que ocorre de dois em dois anos e reuniu estudantes de mais de 60 países em São Paulo. Em 2014, a receita das duas entidades com a contribuição compulsória da indústria foi de R$ 7,9 bilhões. Com o pacote, o não repasse de 30% dos recursos resultará em queda de cerca de R$ 2,3 bilhões.

O prejuízo para a indústria e seus trabalhadores pode ser ainda maior. Além da redução na transferência da contribuição, o governo anunciou ainda que o Sesi terá de arcar com o benefício tributário dado às empresas que investem em inovação e tecnologia. A expectativa é de que a medida tire mais R$ 1,8 bilhão da receita. O prejuízo para o Sistema Indústria (formado pela CNI, Senai, Sesi e IEL) passa a ser de cerca de R$ 4,1 bilhões.

Em Goiás Sesi e Senai, integrantes do Sistema Fieg, atuam nos principais polos produtivos. De Goiânia e Aparecida, na região metropolitana, a Minaçu e Niquelândia, no Norte; Rio Verde, Quirinópolis e Mineiros, no Sudoeste; Catalão, no Sudeste; Itumbiara, no Sul; Anápolis e Barro Alto, no Centro. A Rede Sesi e Senai se estende por praticamente todo o Estado, cobrindo os principais polos produtivos. São 32 unidades e núcleos fixos e 18 unidades móveis, que garantem a oferta de serviços a empresas em suas mais diversas áreas de atuação.

Em 2014, Sesi e Senai marcaram presença em 196 do total de 246 municípios goianos (quase 80%), levando cursos e atividades nas áreas de educação, saúde, lazer e responsabilidade social. Na formação de mão de obra, o Senai bate ano a ano recorde de matrículas para atender ao avanço da indústria e formar candidatos ao primeiro emprego. Em 2014, foram 213.836 profissionais qualificados para o mercado de trabalho.

As escolas do Sesi focam o trabalhador da indústria, ampliando o número de matrículas em suas modalidades de ensino, elevando a escolaridade e reduzindo taxas de analfabetismo.

 

Pedro Alves de Oliveira é presidente da Fieg e dos Conselhos Regionais do Sesi, Senai e Sebrae.

Fonte: O Popular

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